sexta-feira, 13 de março de 2026

Pix no Crédito: facilidade de parcelamento exige atenção redobrada; entenda

 


O Pix caiu no gosto do consumidor brasileiro pela praticidade, mas uma nova modalidade tem acendido o alerta de especialistas financeiros: o Pix no Crédito (ou Pix Parcelado). A ferramenta permite que o usuário faça um pagamento instantâneo mesmo sem ter saldo na conta, utilizando o limite do cartão de crédito ou uma linha de crédito pessoal programada.

Na prática, o recebedor ganha o dinheiro na hora, como em um Pix comum, enquanto quem paga assume uma dívida que será cobrada na fatura do cartão ou via débito automático em parcelas. Embora pareça uma solução imediata para emergências, a conveniência esconde um custo elevado que pode comprometer gravemente o orçamento doméstico.

O risco da “Bola de Neve”

O principal ponto de atenção são os juros, que variam conforme a instituição financeira. Diferente do Pix tradicional, que é gratuito para pessoas físicas, o Pix no Crédito é uma operação de empréstimo.

Exemplo Prático: Um Pix de R$ 1.000,00, parcelado em 12 vezes com juros de 5% ao mês, resulta em um montante final de R$ 1.795,85. Ou seja, o consumidor paga quase 80% a mais do que o valor original.

Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Microfinanças da FGV SP, alerta que a modalidade é perigosa para quem já está endividado. Atualmente, o brasileiro compromete, em média, 30% da sua renda com dívidas, e o acesso facilitado ao crédito instantâneo pode acelerar o superendividamento.

Regras e Transparência

Nem todo cliente tem acesso ao serviço. As instituições financeiras liberam a função baseadas em critérios próprios, geralmente atrelados ao limite disponível no cartão de crédito ou pré-aprovação de empréstimos. Antes de contratar, o consumidor deve ficar atento a:

  • Taxas de Juros: Verifique o Custo Efetivo Total (CET) da operação.
  • Tarifas de Contratação: Algumas instituições cobram uma taxa fixa por transação além dos juros.
  • IOF: Por ser uma operação de crédito, há incidência de Imposto sobre Operações Financeiras.

Segundo Ivo Mósca, diretor da Febraban, os bancos são obrigados a ser transparentes. “A regra é que o banco tem que ser muito claro na hora da contratação sobre quanto de juros será aplicado e como será cobrado”, afirma. A recomendação dos especialistas é utilizar o Pix no Crédito apenas em casos de extrema necessidade e quando houver certeza de que as parcelas caberão no orçamento futuro.

Rede Legislativa recebe autorizações para retransmitir sinais de TV a municípios no RN

 


O Ministério das Comunicações autorizou, nesta quarta-feira (11), novas retransmissões de canais exibidos pela Rede Legislativa.

As autorizações foram concedidas no âmbito do Programa Brasil Digital, iniciativa que atua na expansão da oferta de canais públicos de TV.

O programa, coordenado pelo Ministério das Comunicações, viabiliza estações para a transmissão dos sinais da EBC (TV Brasil, Canal Educação, Canal Saúde e Canal Gov, incluindo conteúdos locais dos parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública) e da Rede Legislativa (TV Câmara, TV Senado e emissoras das assembleias legislativas e câmaras municipais).

Além de promover a ampliação do acesso aos canais públicos, o programa também permite o compartilhamento da infraestrutura implantada por emissoras privadas, ampliando a diversidade da programação da televisão aberta e gratuita oferecida à população brasileira.

“O Brasil Digital leva informação, notícia, prestação de serviços, cultura e entretenimento, de forma gratuita, a todos os cantos do país, oferecendo mais opções para os brasileiros se informarem e se divertirem por meio da TV aberta. Essa é a nossa missão. É a missão do governo do presidente Lula: difundir e ampliar o acesso à radiodifusão brasileira”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

As consignações foram concedidas para 22 cidades de nove estados:

Ceará: Crateús

Goiás: Anápolis

Minas Gerais: Araxá e Itajubá

Mato Grosso do Sul: Chapadão do Sul

Pará: Altamira

Pernambuco: Floresta, Limoeiro, Pesqueira e Timbaúba

Piauí: Água Branca, Bom Jesus, Corrente, Esperantina, Oeiras e Piracuruca

Rio Grande do Norte: Açu, Caicó, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz

Tocantins: Lagoa da Confusão

RN confirma primeiros casos de mpox em 2026; pacientes são da Grande Natal

 


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (12) os dois primeiros casos de mpox registrados no estado em 2026.

De acordo com a massa, os pacientes são moradores de Natal e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Nenhum deles precisa ser internado.

Segundo a Sesap, os registros ocorreram entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março deste ano. A secretaria também informou que investiga um terceiro caso suspeito da doença em São Gonçalo do Amarante, mas ainda não divulgou detalhes sobre o estado de saúde do paciente.

A mpox é uma doença viral que provoca sintomas como febre e lesões na pele que podem evoluir para bolhas e feridas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com essas lesões, além do contato com objetos contaminados.

Em fevereiro, um paciente chegou a ser isolado durante internação em Mossoró por suspeita da doença, mas exames laboratoriais foram descartados o diagnóstico.

No Brasil, o acompanhamento da mpox é realizado pelo Ministério da Saúde do Brasil desde 2022, quando o país registrou mais de 10 mil casos da doença.

De acordo com dados do painel de monitoramento do ministério, o Rio Grande do Norte contabilizou 131 casos confirmados em 2022, 11 em 2023, cinco em 2024 e dois em 2025. Em 2026, os casos confirmados até agora marcam os primeiros registros da doença no estado neste ano