sexta-feira, 10 de setembro de 2021

ACNBB nos lembra que “É Tempo de Cuidar”, desta vez do Haiti

 “É Tempo de Cuidar” é uma campanha que acompanha a vida da Igreja do Brasil, através da Caritas nos últimos anos.

Padre Modino - CELAM

Especialmente durante a pandemia da Covid-19, a campanha tem sido um instrumento que tem ajudado a Igreja a ser presença samaritana na vida do povo. São muitos os relatos de pessoas que mostram sua gratidão para uma Igreja que saiu ao encontro daqueles que muitos ignoraram.

No dia 14 de agosto, Haiti sofreu um terremoto que provocou a morte de milhares de pessoas, deixando muitas outras desabrigadas, mais um episodio de dor para um povo tão castigado pela pobreza, segundo dom Walmor Oliveira de Azevedo. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no vídeo em que é feito um chamado a ajudar o povo do Haiti, afirma que “a nossa Igreja, fiel ao que pede Jesus, une-se ao Haiti em solidariedade e convida cada pessoa a oferecer o seu gesto de amor ao povo haitiano”.


Esse convite é reforçado por dom Mário Antônio da Silva, quem afirma que “sua doação chegará em forma de solidariedade às famílias das vítimas dos terremotos, e em forma de cuidado aos milhares de pessoas feridas, desabrigadas e desalojadas”. O segundo vice-presidente da CNBB e presidente da Caritas brasileira, informa no vídeo que “os recursos arrecadados serão para adquirir itens de primeira necessidade: alimentos, água potável, barracas, lonas, materiais de higiene e limpeza, medicamentos, atendimento médico, transporte, combustível, assim como outros itens para apoiar a população haitiana”.


Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

O presidente da CNBB lembra das palavras do Mestre: “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está no céu, é meu irmão, minha irmã, e minha mãe”. Essas palavras de Jesus no Evangelho, levam o arcebispo de Belo Horizonte a dizer que “seguindo o mandamento do amor, fieis ao nosso Mestre, somos todos irmãos, uma família de muitos”. Dom Walmor faz um chamado entender que “as distâncias territoriais, as diferenças entre culturas, etnias e religiões não podem ofuscar esta verdade: formamos uma só família, a família humana, e somos corresponsáveis uns pelos outros”.

Finalmente, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “neste momento em que o Haiti sofre as consequências de um desastre natural”, faz um pedido para que todos ajudem, insistindo em que “É Tempo de Cuidar”. Todos aqueles que caminham na Igreja do Brasil são chamados a participar pelo presidente do episcopado. Ele insiste para que cada um e cada uma “ofereça sua doação, ajude a divulgar esta iniciativa solidária que a Igreja no Brasil desenvolve em solidariedade ao Haiti”.

As doações, lembra dom Mário Antônio da Silva, podem ser realizadas nas contas bancarias disponibilizadas pela Caritas brasileira. “É seu coração solidário cuidando de corações feridos”, afirma o bispo de Roraima, insistindo em que “proclamemos unidos: É Tempo de Cuidar”.

Greve dos caminhoneiros continua em três estados, informa ministério

 O Ministério da Infraestrutura informou na manhã desta sexta-feira (10) que não há mais rodovias federais interditadas, no entanto, três estados seguem com manifestação dos caminhoneiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia.

Mesmo o presidente Jair Bolsonaro tendo mandado um áudio pedindo a dispersão, na terça, e ontem ter se encontrado com lideranças da categoria, alguns caminhoneiros afirmam que “só vão deixar as ruas quando se encontrarem com Rodrigo Pacheco”, presidente do Senado e responsável por pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ontem, eram 15 estados com registro de atos. O ministério disse que às 7h30 de hoje, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de ocorrências em rodovias federais caiu 45% desde a noite de quinta-feira.

“Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Paraná não há mais qualquer ponto de retenção na malha federal. Há aglomerações sem prejuízo ao livre fluxo de veículos no Mato Grosso e no Pará”, acrescentou.

Segundo o G1, no Paraná, tem um ponto de manifestação sem bloqueio no km 100 da rodovia estadual PR 466, na altura de Jardim Alegre, segundo a Polícia Rodoviária Estadual.

Produtores e população de Caicó agora terão Parque de Exposição para comercializar animais

 

O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, juntamente com o secretário de Agricultura, Lucas Dutra, estiveram no Parque de Exposições Agropecuárias Monsenhor Walfredo Gurgel, na manhã desta sexta-feira (10), acompanhando a limpeza e as melhorias nos currais e galpões do local que sediará a tradicional feira do gado a partir deste sábado (11).

O espaço onde os animais eram comercializados foi transferido do cruzamento da Rua Marinheiro Manoel Inácio com Avenida Seridó para o Parque de Exposições, localizado às margens da BR-427, zona leste da cidade.

De acordo com o prefeito Dr. Tadeu, era necessário que a referida feira fosse transferida para um lugar mais amplo e estruturado, de modo a não obstruir as ruas centrais da cidade, no momento de sua realização.

“Essa é uma ação que vai beneficiar a população e os produtores que agora terão um espaço adequado para a comercialização dos animais”, disse o gestor. O referido Parque teve sua administração cedida para a Prefeitura Municipal de Caicó pelo Governo do Estado.

Para o secretário de Agricultura, Lucas Dutra, a tendência da tradicional feira é crescer, em virtude das novas instalações: “Um anseio de bastante tempo para os pecuaristas da região e apreciadores da atividade do campo”, acrescentou o titular da pasta.

Papa recebe missionários claretianos: resistam ao envelhecimento da alma

 



Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (09/09), no Vaticano, os cerca de 100 membros do Capítulo Geral dos Missionários filhos do Coração Imaculado da B.V. Maria (Claretianos).

Silvonei José – Vatican News

“A vida consagrada requer ousadia e precisa de pessoas idosas que resistam ao envelhecimento da vida, e de jovens que resistam ao envelhecimento da alma”: foi o que disse o Papa Francisco recebendo no final da manhã desta quinta-feira (09/09), na Sala Clementina, no Vaticano os cerca de 100 membros do Capítulo Geral dos Missionários filhos do Coração Imaculado da B.V. Maria (Claretianos).

Depois de expressar sua alegria em acolher os membros do Capítulo Geral, do qual participam irmãos missionários provenientes de todo o mundo, representando os cerca de 3 mil claretianos que formam o Instituto Francisco, falando em espanhol, felicitou o padre Mathew Vattamattam, pela sua reeleição e os demais integrantes do novo governo.

Citando o tema do Capítulo "Enraizados e ousados", o Santo Padre afirmou que “enraizados em Jesus” pressupõe uma vida de oração e contemplação que os leve a poder dizer como Jó: "Eu te conhecia apenas por rumores, mas agora meus olhos te viram" (Jb 42,5). Uma vida de oração e contemplação que lhes permita falar, como amigos, face a face com o Senhor (cf. Ex 33,11). Uma vida de oração e contemplação que os permita contemplar o Espelho, que é Cristo, para que vocês também se tornem um espelho para os outros.

Francisco disse em seguida aos claretianos: “vocês são missionários, se querem que sua missão seja verdadeiramente fecunda, não podem separar a missão da contemplação e de uma vida de intimidade com o Senhor. Se querem ser testemunhas, não podem deixar de serem adoradores. Testemunhas e adoradores são duas palavras que estão no coração do Evangelho: "Ele os chamou para estarem com ele e para enviá-los a pregar" (Mc 3:14). Duas dimensões que se alimentam mutuamente, que não podem existir uma sem a outra.

“O filho do Coração Imaculado de Maria é uma pessoa que arde de caridade e por onde passa queima”, dizem suas Constituições Gerais, afirmou o Papa citando o Padre Claret (n. 9). Deixem-se queimar pelo Senhor, por seu amor, de tal forma que possam ser incendiários por onde passam, com o fogo do amor divino. Que Ele seja sua única segurança. Citando mais uma vez as Constituições acrescentou o Papa: "Não se deixem intimidar por nada".

Não tenham medo de suas fragilidades; tenham medo, sim, de cair na "esquizofrenia" espiritual, na mundanização espiritual que os levaria a confiar apenas em suas "carruagens" e "cavalos", em suas forças, e a acreditar que você é o melhor, a buscar obsessivamente o bem-estar e poder (cf. Evangelii Gaudium, 93). Não se acomodem – continuou o Papa - a esta lógica mundana que fará com que o Evangelho, que Jesus, deixe de ser o critério orientador de suas vidas e de suas escolhas missionárias. Não se pode conviver com o espírito do mundo e pretender servir ao Senhor. Orientem sua existência com base nos valores do Evangelho. Nunca utilizem o Evangelho de forma instrumental, como uma ideologia, mas sim como um vade-mécum, deixando-se guiar a todo momento pelas escolhas do Evangelho e pelo desejo ardente de "seguir Jesus e imitá-lo na oração, na fadiga e na busca constante da glória de Deus e da salvação das almas" (Pe. Claret).

Esta orientação – disse ainda o Papa - os tornará audazes na missão, como audaz foi a foi a missão do padre Claret e dos primeiros missionários que se uniram a ele. A vida consagrada exige audácia e precisa de pessoas idosas que resistam ao envelhecimento da vida, e de jovens que resistam ao envelhecimento da alma.

Esta convicção os levará a sair, a partir e ir onde ninguém quer ir, onde a luz do Evangelho é necessária, e a trabalhar lado a lado com o povo. Sua missão não pode ser "à distância", mas de vizinhança, proximidade.

Que a Palavra e os sinais dos tempos nos sacudam de tanta lentidão e de tantos medos que, se não estivermos atentos, nos impedem de estar à altura dos tempos e das circunstâncias que reclamam uma vida consagrada audaz e corajosa, uma vida religiosa livre, libertada e libertadora da nossa precariedade.

Espero, caros irmãos, que este Capítulo, que vocês estão prestes a concluir, os ajude a concentrar-se no essencial: Jesus, a colocar a sua segurança Nele e só Nele que é todo bem, o sumo bem, a verdadeira segurança.

Francisco concluiu seu discurso agradecendo aos claretianos por todo o trabalho apostólico e toda a reflexão sobre a vida consagrada realizados durante estes anos. Continuem, e que o Espírito os guie nesta nobre tarefa.

Comércio cresce 1,2% e atinge patamar recorde, diz IBGE

 

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 1,2% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, que atingiu patamar recorde da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), iniciada em 2000.

O comércio também teve altas de 5,7% na comparação com julho de 2020; de 1,1% na média móvel trimestral; de 6,6% no acumulado do ano e de 5,9% no acumulado de 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A receita nominal também apresentou altas: de 2,2% na comparação com junho deste ano; de 1,5% na média móvel trimestral; de 19,7% em relação a julho de 2020; de 18,6% no acumulado do ano e de 15,7% no acumulado de 12 meses.

Setores
A alta de 1,2% no volume de vendas foi puxada por cinco das oito atividades pesquisadas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%); Tecidos, vestuário e calçados (2,8%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%); Supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

Por outro lado, três segmentos tiveram recuo no volume de vendas de junho para julho: Livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%); Móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Varejo ampliado

No varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e veículos, a alta de junho para julho foi de 1,1% no volume de vendas. O setor de Veículos, motos, partes e peças subiu 0,2% entre junho e julho, enquanto Material de construção recuou 2,3%.

O varejo ampliado teve altas de 0,7% na média móvel trimestral; de 7,1% na comparação com julho de 2020; de 11,4% no acumulado do ano e de 8,4% no acumulado de 12 meses.

Caicó iniciará primeira dose para adolescentes a partir de 12 anos com comorbidades e deficiências

 

A Coordenadora da Secretaria Municipal de Caicó, Jardênia Noronha, informa que o município de Caicó vai iniciar na próxima quarta-feira, 15, a vacinação contra Covid-19 para adolescentes: “vamos vacinar os adolescentes de 12 a 17 anos que tenham comorbidades e sejam portadores de alguma deficiência””, afirma.

“O adolescente tem que ir acompanhado com pai ou responsável e o cadastro no RN + vacina deve ser feito no mesmo login do responsável”, informa a coordenadora da SMS.

Além disso, terá segunda dose, variando as datas das primeiras doses, como detalhado a seguir.

Dia: quarta-feira Data: 15/09/2021
Horário: 8h às 14h

⁃   Primeira Dose - D1 - para adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e deficiência;
⁃   Primeira Dose - D1 - para população geral de 18 anos acima 

⁃   Segunda Dose - D2 -  para quem tomou D1 de Coronavac até dia 21.08;
⁃   Segunda Dose - D2 - de Pfizer para quem tomou D1 até dia 17.07

Os locais de vacinação serão nos 13 pontos de sempre:
UBS ( Itans )
Salão Paroquial ( Castelo Branco )
CRAS ( Boa Passagem )
Maçonaria ( Barra Nova )
UBS ( Paraíba )
Igreja Católica ( Paulo VI )
Igreja Católica ( Soledade )
Laboratório da SMS ( Vila do Principe )
UBS ( João XXIII )
UBS ( Nova Caicó )
UBS ( Frei Damião )
Prefeitura Antiga ( Centro )
Salão Paroquial ( Centro )

Câmara aprova texto-base de projeto que define novo Código Eleitoral; veja as mudanças

 

Câmara dos Deputados aprovou, por 378 votos a favor e 80 contrários, nesta quinta-feira (9) o texto-base do projeto de lei que institui o novo Código Eleitoral.

Com 898 artigos e quase 400 páginas, a proposta faz uma reformulação ampla em toda a legislação partidária e eleitoral. No último dia 31, o plenário da Câmara aprovou, por 322 votos a 139, o regime de urgência para tramitação do projeto.

Para a conclusão da votação, os deputados ainda precisam analisar os chamados destaques, que são sugestões de alteração na matéria. Em seguida, o texto irá ao Senado.

Entre as mudanças estabelecidas no relatório, estão: a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito; e a obrigação dos institutos de informar o percentual de acerto das pesquisas realizadas nas últimas cinco eleições.

Essas alterações são vistas por especialistas como um cerceamento de informações para o eleitor. Analistas afirmam ainda que a proibição de divulgação de pesquisas de institutos confiáveis às vésperas das eleições pode estimular a circulação de números falsos, confundindo os eleitores.

Outras mudanças também são alvo de críticas, como a possibilidade de novos gastos com o fundo partidário e dispositivos que são considerados restrições à fiscalização por parte da Justiça Eleitoral.

A relatora da proposta, deputada Margarete Coelho (PP-PI), também incluiu uma quarentena obrigatória de cinco anos para militares, juízes, membros do Ministério Público e policiais. A mudança, porém, só valerá a partir das eleições de 2026.

Veja pontos da proposta:
Pesquisas eleitorais
Pelo projeto, as pesquisas realizadas em data anterior ao dia das eleições só poderão ser divulgadas até a antevéspera do pleito. Hoje, institutos podem divulgar pesquisas de intenção de voto até o dia da eleição.

No caso de levantamentos realizados no dia das eleições, a divulgação só será permitida, no caso de presidente da República, após o horário previsto para encerramento da votação em todo território nacional.

Para os demais cargos, a divulgação poderá ser feita a partir das 17h, no horário local.

A relatora também manteve no texto o dispositivo que estabelece que os institutos de pesquisa terão que informar obrigatoriamente qual foi o percentual de acerto das pesquisas realizadas nas últimas cinco eleições.

O texto permite ainda que Ministério Público, partidos e coligações peçam à Justiça Eleitoral acesso ao sistema interno de controle das pesquisas de opinião divulgadas para que confiram os dados publicados.

Além disso, caso a Justiça autorize, o interessado poderá ter acesso ao modelo de questionário aplicado.

Segundo a proposta, o instituto de pesquisa encaminhará os dados no prazo de dois dias e permitirá acesso à sede ou filial da empresa “para exame aleatório das planilhas, mapas ou equivalentes”.

Uso do fundo partidário
O projeto lista uma série de despesas que podem ser pagas com recursos públicos do fundo partidário – como em propagandas políticas, no transporte aéreo e na compra de bens móveis e imóveis.

Diz, ainda, que a verba pode ser usada em “outros gastos de interesse partidário, conforme deliberação do partido político”. Isso, segundo especialistas, abre brecha para que qualquer tipo de despesa seja paga com o fundo – desde helicóptero a churrascos com chopp.

Fim do sistema próprio da Justiça Eleitoral
O projeto prevê que a apresentação dos documentos seja feita por meio do sistema da Receita Federal, não mais pelo modelo atualmente usado pela Justiça Eleitoral.

Técnicos afirmam que a mudança atrapalha as tabulações e os cruzamentos de dados feitos pela Justiça Eleitoral.

Teto para multas
A proposta estabelece o teto de R$ 30 mil para multar partidos por desaprovação de suas contas. Hoje, a legislação prevê que a multa será de até 20% do valor apontado como irregular, o que segundo especialistas pode chegar na casa dos milhões no acumulado. Além disso, o projeto prevê que a devolução de recursos públicos usados irregularmente pelos partidos deve ocorrer apenas “em caso de gravidade”.

Contratação de empresas
Permite que partidos contratem, com recursos do fundo partidário, empresas privadas para auditar a prestação de contas. Isso, na visão de técnicos, “terceiriza” o trabalho da Justiça Eleitoral, que hoje faz o acompanhamento diretamente, sem intermediários.

Fatos inverídicos
A proposta cria uma punição para quem divulgar ou compartilhar fatos “que sabe ou gravemente descontextualizados” com o objetivo de influenciar o eleitor. A pena, segundo a proposta, é de um a quatro anos e multa.

A pena pode ser aumentada, por exemplo, se o crime for cometido por meio da internet ou se for transmitido em tempo real; com uso de disparos de mensagem em massa; ou se for praticada para atingir a integridade das eleições para “promover a desordem ou estimular a recusa social dos resultados eleitorais”.

Competências do TSE
O texto permite que TSE expeça regulamentos para fazer cumprir o Código Eleitoral, mas abre espaço para que o Congresso suspenda a eficácia desses normativos caso considere que o TSE foi além dos seus limites e atribuições.

Prescrição de processos
A proposta diminui o prazo da Justiça Eleitoral para a análise da prestação de contas dos partidos de cinco para três anos, sob pena de extinção do processo.

Além disso, outro dispositivo permite que novos documentos sejam apresentados a qualquer momento do processo pelos partidos. Segundo técnicos da Justiça Eleitoral, as duas mudanças facilitam a prescrição dos processos.

Crime de caixa dois
Institui o crime de caixa 2, que consiste “doar, receber ou utilizar nas campanhas eleitorais, próprias ou de terceiros, ainda que fora do período eleitoral, recursos financeiros, em qualquer modalidade, fora das hipóteses e das exigências previstas em lei”. A Justiça, no entanto, poderá deixar de aplicar a pena se a omissão ou irregularidade na prestação de contas se referir a valores de origem lícita e não extrapolar limite legal definido para a doação e para os gastos.

Na avaliação do Transparência Partidária, o dispositivo que limita a atuação da Justiça Eleitoral a verificar a regularidade da origem e a destinação dos recursos também dificulta a fiscalização do caixa 2.

Transporte de eleitores
O texto propõe a descriminalização do transporte irregular de eleitores. Pelo projeto, a infração passa a ser punida na esfera cível com aplicação de multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil, sem prejuízo da possibilidade de ajuizamento de ação pela prática de abuso de poder.

Inelegibilidade
O projeto altera o período de inelegibilidade definido pela Lei da Ficha Limpa – o prazo continua sendo de oito anos, mas começará a contar a partir da condenação e não mais após o cumprimento da pena.

Anistia a partidos
Na última versão do relatório, Margarete propôs anistiar partidos que não cumpriram a cota de sexo e de raça em eleições antes da promulgação da lei. Ou seja, as siglas não seriam punidas com multas ou suspensão dos fundos partidário e eleitoral, nem com a necessidade de devolver os recursos.

O relatório, agora, prevê que os critérios para refinanciamento das sanções serão definidos em legislação futura.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Jubileu de Ouro do Mês da Bíblia

 luminai a nossa mente para que a entendamos com clareza, e aceitemos que a vossa Palavra é “lâmpada para os nossos passos e luz para o nosso caminho” (Sl 119,105).

Padre Leonardo Agostini Fernandes - Rio de Janeiro


Motivação inicial

Senhor, enviai sobre nós o vosso Santo Espírito, para que nos deixemos conduzir por sua ação forte e inspiradora. Que queiramos escutá-Lo, com docilidade, abertura e dedicação, a fim de que possamos experimentar a sua presença orientadora e o seu toque esclarecedor diante da vossa Palavra revelada. Que na Sagrada Escritura, encontremos o vosso Filho, o Verbo Encarnado, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Iluminai a nossa mente para que a entendamos com clareza, e aceitemos que a vossa Palavra é “lâmpada para os nossos passos e luz para o nosso caminho” (Sl 119,105). Amém.

Introdução

A presente proposta é simples, mas acredita-se que possa oferecer uma compreensão sobre a ligação do Mês da Bíblia com a história eclesial e brasileira, bases do seu surgimento e razão para continuar, pois bem sabemos que muitas iniciativas eclesiais brilhantes, como vieram, assim se foram, sem deixar vestígios. Espero, outrossim, contar com a sua condescendência, pois, por certo, muitos detalhes importantes, por razões de tempo e espaço, não poderão ser apresentados aqui. A parte disto, dedicamos um breve estudo à Carta aos Gálatas, tema atual do mês da Bíblia 2021.

Contextualização histórica

O olhar para a história, em seus diversos acontecimentos, nem sempre é agradável, mas, por certo, é necessário e empenhativo. Percebe-se que em muitas pessoas se encontra uma dificuldade, em outras até uma grande aversão, em relação ao estudo da história, porque a apresentação e a metodologia aplicadas por alguns foram reduzidas à memorização de datas, nomes e eventos. O posicionamento no estudo da história, porém, ganha um novo despertar quando ela é apresentada não mais a partir de fatos isolados, mas pelo nexo causal que existe entre eles. Isto permite compreender melhor a relação entre passado, presente e futuro.

Nesse sentido, o gérmen, que deu início ao Mês da Bíblia, pertence à iniciativa da Arquidiocese de Belo Horizonte, na comemoração do seu jubileu de ouro em 1971, impulsionada pela congregação das irmãs Paulinas (Para um breve histórico do mês da bíblia, veja-se o site: https://paulinascursos.com/sab/mes-da-biblia/historico-do-mes-da-biblia/). Foi, por certo, uma iluminada experiência, baseada na Constituição Dogmática Dei Verbum, sobre a Divina Revelação (18/11/1965), com um claro objetivo: Promover, entre os católicos, um maior espaço para a leitura, o estudo e a reflexão da Sagrada Escritura.

Em 1978 o “Mês da Bíblia” foi estendido ao regional Leste 2 da CNBB até ser assumido como proposta para toda a Igreja do Brasil. O mês de setembro foi escolhido por causa da memória de São Jerônimo (30/09). No ano passado, fizemos memória dos 1600 da sua morte. contudo, além do sentido patronal sob o exemplo de São Jerônimo, a escolha do mês de setembro também oferecia uma forte motivação política, devido à comemoração da proclamação da Independência do Brasil.

Não é difícil de se perceber que este ato de Dom Pedro I, realizado no dia 7 de setembro de 1822, dentro do contexto em que ocorreu, foi, sem dúvida, uma ação libertadora não apenas de Portugal, mas também de todos os comprometimentos que envolviam a coroa portuguesa em suas alianças políticas. Não causa estupor que Dom Pedro I tenha proclamado a independência pouco após o retorno de Dom João e sua corte para Portugal.

Então, dentro dessa dinâmica, dois fatos devem ser mencionados, pois são importantes para se compreender a gestação, o surgimento e a evolução do mês da Bíblia desde 1971.

O primeiro fato tem a ver com as fortes consequências provocadas pelo Concílio do Vaticano II sobre a valorização e a divulgação da Bíblia com a Constituição Dogmática Dei Verbum. Na verdade, a Dei Verbum já deveria ser considerada um saboroso fruto do movimento bíblico que foram, junto a outros movimentos (patrístico, litúrgico e ecumênico), uma forma de reação às fortes transformações sociais que começaram a ocorrer após as catástrofes das duas Grandes Guerras Mundiais e o surgimento dos regimes totalitários.

O segundo fato tem a ver com a percepção e o posicionamento de certos seguimentos da Igreja católica frente ao que, no Brasil, estava acontecendo concomitantemente: a retomada do poder pelo regime militar no denominado “golpe”, que se deu na madrugada do dia 31 de março de 1964, contra o governo de João Goulart que não reagiu, bem como não houve reação de todos os que lhe davam apoio. Deve-se atentar ainda que, na ocasião, fracassou a proposta de uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT).

O nexo causal, que acabei de apresentar, parece corroborado pelo que disse Dom Valmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte e Presidente da CNBB, em sua homilia do dia 1/09/2021, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais. Sigo o artigo publicado pelo Vatican News na edição portuguesa:

“O presidente da CNBB lembrou a importância do Concílio Vaticano II e da Dei Verbum, que colocou a Palavra de Deus em primeiro lugar, superando uma distância de séculos da Igreja com a Palavra de Deus. O arcebispo fez um chamado a descobrir a importância da Palavra de Deus, lembrando isso no início da Semana da Pátria, momento em que” – e cita as palavras de Dom Valmor: “nós somos chamados a pensar de modo muito profundo, sério e comprometido sobre a nação brasileira que nós formamos, exigidos por uma cidadania qualificada, marcada pelo diálogo, pela solidariedade, pelo respeito, pela cooperação, por um olhar que atinge os mais pobres, sem radicalismos, sem polarizações, sem disputas” (https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2021-09/cnbb-mes-da-biblia-esta-completando-50-anos.html).

Portanto, percebe-se, claramente, que subjaz ao Mês da Bíblia, desde o seu surgimento, um duplo objetivo. Por um lado, o de colocar a Palavra de Deus nas mãos dos fiéis. Por outro lado, espera-se que os fiéis, iluminados pela Palavra de Deus, assumam o seu papel cívico e se tornem elementos transformadores da nação brasileira. O problema são as ideologias, presentes nas interpretações bíblicas e sociais. É o risco da manipulação dos textos bíblicos em chave política e vice-versa.

Conjugar conhecimento bíblico com comportamento condizente, sem dúvida, é a ação mais adequada, pois sem a transformação pessoal, pela Palavra de Deus, com tudo o que ela comporta, dificilmente se contemplará a transformação social que ajude, de fato, as pessoas a se verem e se reconhecerem como fratelli tutti, com nos conclamou o Papa Francisco em sua Carta Encíclica de 3 de outubro de 2020.

Como, para os que creem, a Palavra de Deus é fonte de vida, não é aceitável uma separação entre o seu estudo-aprofundamento e suas consequências pessoais, sociais e eclesiais em todos os níveis e esferas. Assim, a pregação da Palavra de Deus, sem o justo envolvimento com a vida é, por certo, infértil, ineficaz e não condiz com a proposta salvífica de Deus para toda a humanidade (Jo 3,16). É o que se constata na carta de Paulo aos Gálatas.

A Carta aos Gálatas

A leitura atenta dessa carta permite perceber como os sentimentos do apóstolo Paulo estão à flor da pele, sem, porém, perder a razão. O amor a Jesus Cristo e o zelo pelo Evangelho são centrais, pois está em jogo o grande dom do Mistério Pascal: A liberdade!

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Por isso, ficai firmes e não vos deixeis prender, novamente, ao jugo da escravidão” (Gl 5,1).

Diante dessa forte afirmação e exortação, surge uma forte pergunta: Que, ou quem, tem sido o nosso cárcere, privado ou social? A lei? Uma ideologia? Uma instituição: social, econômica, política ou religiosa? Um sistema?

Um ponto fundamental, para se compreender o apóstolo Paulo e as suas opções de vida, tem a ver com as suas raízes – as tradições judaicas recebidas em família –, e a transformação pela qual passou em Jesus Cristo, admitindo que foi chamado a evangelizar os gentios no mundo greco-romano.

A Carta aos Gálatas permite, por um lado, a percepção do ambiente e da força do judaísmo, com o seu apego à Lei e às interpretações das Escrituras; por outro lado, exige o conhecimento da literatura judaica, sem a qual não se vislumbra o posicionamento do apóstolo Paulo, ao expor o Evangelho, por ele pregado, e as suas motivações.

Em Gl 1,2 está dito que a carta foi enviada às igrejas da Galácia, isto é, um escrito circular para as comunidades presentes nessa região. At 16,6 e 18,23 mencionam a região da Galácia, respectivamente, ligada à 2ª e 3ª viagens missionárias do apóstolo Paulo.

Galácia diz respeito aos altos planaltos da Ásia Menor. No séc. III aC, lá se instalaram os gauleses. Em 25 dC, passou ao domínio de Roma. Do ponto de vista religioso, a Galácia era pagã e violenta nos seus ritos; praticavam, inclusive, a castração em suas cerimônias cultuais. Diante disso, a circuncisão judaica era fácil de ser acolhida, pois atenuava tal prática.

A carta possui um tom polêmico por causa da ofensiva de cristãos judaizantes. Nesse sentido, a carta aos Gálatas, Fl 3,2 e 2Cor 10–13, texto que precede, canonicamente, Gl contém uma apologia, pois o apóstolo Paulo defende o que ensina: a liberdade em Jesus Cristo. Na contramão da pregação de Paulo estava a ofensiva judaizante.

Sobre a temática da justificação pela Lei, existe grande afinidade entre a Carta aos Gálatas, escrita, provavelmente de Éfeso entre os anos 54-55, no auge da crise gerada pelos judaizantes, e a Carta aos Romanos que, escrita logo após (55-56), permite perceber o ponto da profunda reflexão ao qual chegou Paulo sobre essa problemática.

No centro da questão estava a imposição da circuncisão, sinal dado ao patriarca Abraão como pertença ao povo eleito (Gn 17,9-14) e prevista na lei (Lv 12,3), sem a qual não se obteria a salvação. A aceitação dessa imposição colocava a fé na aliança, estabelecida no Sinai, como absoluta e acima do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Por isso, Paulo saiu em defesa da supremacia do amor de Deus que foi revelado em Jesus Cristo por toda a humanidade (Rm 10,4). Assim, a carta aos Gálatas mostra o exemplo de como uma Igreja experimenta e vive as suas crises religiosas. A abertura à ação dos judaizantes foi a principal geradora destas crises. Diante disso, Paulo reafirmou a origem do seu chamado e ministério apostólico. Esta graça vem de Deus e não do interesse humano (Gl 1,1).

A carta é polêmica, trata de vários temas e mostra o corajoso Paulo reorientando a fé dos cristãos para a verdade do evangelho: “O homem não se justifica pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém será justificado” (Gl 2,16).

O debate esquenta pela oposição de Paulo frente a “um outro evangelho”, que vinha sendo pregado pelos judaizantes. O verdadeiro evangelho é aquele que não trai a força da cruz de Jesus Cristo (Gl 3, 1-15; 5,1-12; 6,12-13). Em outras palavras, que não coloca outro meio de salvação senão a cruz de Cristo.

A Lei teve e continua tendo o seu papel junto aos transgressores, mas ela não invalida a promessa divina (Gl 3,15-18). A Lei alcança o seu fim, mantendo os judeus, tementes e prosélitos, na fé em um único Deus, na certeza do cumprimento das suas promessas e na espera do Messias (Cristo), realizador dessas promessas.

O apóstolo Paulo, ao falar da origem do Evangelho, por ele pregado, utiliza uma afirmação muito forte como argumento para criticar os promotores da desordem nas comunidades da Galácia: “Paulo, apóstolo – não da parte dos homens nem por intermédio de um homem, mas por Jesus Cristo e Deus Pai que o ressuscitou dentre os mortos – e todos os irmãos que estão comigo, às Igrejas da Galácia” (Gl 1,1-2)... “Com efeito, eu vos faço saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, pois eu não o recebi nem aprendi de algum homem, mas por revelação de Jesus Cristo” (Gl 1,11-12).

A origem divina do Evangelho pregado por Paulo, após um período de crise que se seguiu à sua conversão, é um fato que foi confirmado pelas colunas da Igreja de Jerusalém (Tiago, Cefas e João), a partir de onde o Evangelho começou a se difundir, a fim de chegar além dos confins da Palestina e penetrar no mundo inteiro (Gl 1,13–2,1-10).

O grande dado teológico que Paulo defende em Gl diz respeito à salvação do ser humano. Ela é dom de Deus, graça que se alcança por meio da fé em Jesus Cristo e não pela prática das obras da Lei. Paulo advoga a favor da fé e procura mostrar que as obras da Lei são consequências desta fé em Jesus Messias. O erro é pensar que, pelas obras, os fiéis passariam a ter, por seus méritos, direito à salvação. Isto equivaleria a invalidar a gratuidade do dom, da bondade e da misericórdia de Deus pelos seres humanos, fazendo destes, pelas obras, o objeto do favor divino. Em outras palavras, Deus, pelas obras da Lei, estaria obrigado a salvar somente os circuncisos e os praticantes da Lei.

Sobre isso, Paulo energicamente rebateu. A salvação é dom gratuito que brota da cruz de Jesus Cristo (Gl 6,11-17; Jo 3,16; Rm 8,31-39). É a prova do amor de Deus pelos seres humanos, pois, “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem ou mulher; pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28).

Todavia, para não deixar um conceito ambíguo sobre a relação entre fé e obras, em Gl 5,1–6,10 o apóstolo Paulo exortará os seus destinatários a exercitar a fé que receberam, isto é, pela obediência à vontade de Deus. Ao tratar dos temas da liberdade e da caridade, Paulo recordará a obra máxima da Lei: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gl 5,14).

Percebe-se, portanto, que Paulo não pensa a Lei e suas obras como um obstáculo para a fé, porque a fé em Deus, por meio de Jesus Cristo, poderá crescer e alcançar a sua plenitude na Lei perfeita de Cristo e que não admite discriminações: Amai-vos uns aos outros” (Jo 13,34). Então, a glória de Paulo foi carregar, em sua própria carne, as marcas do amor a Jesus Cristo e aos que ele evangelizou. O que interessava ao apóstolo era que as comunidades da Galácia, para terem a verdadeira paz, fossem e permanecessem fiéis ao Evangelho por ele pregado (Gl 6,14-18).

Assim sendo, a carta aos Gálatas pode ser estruturada do seguinte modo:

1,1-10: Introdução;

1,11–2,21: Paulo se defende e recapitula fatos do seu chamado e missão;

3,1–4,31: Parte doutrinal: o evangelho de Paulo, anúncio da salvação pela fé;

5,1–6,10: Parte exortativa: a verdadeira vida na liberdade cristã;

6,11-18: Últimas recomendações e saudação final.

Em síntese

O risco de abandonar a integridade da fé não é algo novo em nossas comunidades eclesiais. Falsos missionários podem se infiltrar. Paulo, na sua época, não ignorou o fato e não se rendeu diante dele, mas manifestou o zelo pelo Evangelho e pelos evangelizados. Por isso, dirigiu-se aos gálatas com grande preocupação e num tom fortemente exortativo.

A defesa que o apóstolo utilizou na sua argumentação lembrava aos gálatas a sua trajetória e a sua busca por salvaguardar a ação salvífica de Jesus Cristo na vida do convertido. O fiel é justificado não pelas obras que pratica (méritos), mas pela adesão da fé em Jesus Cristo que, dando sua própria vida, resgatou o ser humano do pecado e venceu a morte por sua ressurreição.

Foi preciso insistir que não havia mais divisão entre judeus e gentios, pois todos são herdeiros das promessas feitas a Abraão, porque Deus não faz acepção de pessoas. A circuncisão não é mais necessária para a salvação, porque quem está em Jesus Cristo, pela fé, é uma nova criatura, age na caridade, pratica a verdade e coloca em prática o mandamento do amor: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Quem ama, luta contra tudo o que pode dividir a comunidade de fé e se coloca debaixo da ação do Espírito Santo com docilidade, que corrige os indóceis, pois viver em Jesus Cristo tem consequências práticas no dia a dia. A fé não é estéril, mas operosa e sua operosidade é a caridade, que exige do cristão um compromisso não só com o seu bem-estar, mas com as necessidades dos irmãos na fé. De fato, a caridade é um bem social.

Considerações finais

Como dito na introdução, a gênese do Mês da Bíblia esteve ligada à realidade histórica e a fortes motivações eclesiais e sociais. Isto revela que a ação de Deus, Providente e Previdente, continua sendo um dom encarnado que nos impulsiona a ver, discernir e agir, seguindo o seu exemplo e metodologia: Amar como Ele ama!

Ao longo deste jubileu de ouro, muitas pessoas puderam redescobrir a importância da Bíblia nas suas vidas e começaram a perceber que ela é fonte de água viva que transforma e dá sentido à vida (Jo 4). Penso, valendo-me da Carta aos Gálatas, que o grande desafio ainda é a aceitação e a compreensão da liberdade em Jesus Cristo. Este dom deve se tornar o critério de nosso posicionamento frente a todas as formas de ideologias, sejam leigas ou eclesiais, que geram os novos cárceres dos sentimentos, das emoções e da razão.

Como o apóstolo Paulo, consciente da sua vocação e missão, não recuou, mas se posicionou, com critérios e argumentos, frente aos judaizantes que, apesar de suas motivações, estavam deturpando a Palavra de Deus e a sua eficácia salvífica em Jesus Cristo; também nós devemos nos empenhar, cada vez mais, na leitura, na escuta e no estudo da Palavra de Deus, livres dos condicionamentos sociais e eclesiais, para viver e dar aos nossos irmãos e irmãs a pureza da Boa Nova que liberta, redime e santifica.

Como Jesus Cristo, para se manter na total liberdade, não se filiou a nenhum partido da sua época (fariseus, saduceus, essênios, zelotas, sicários etc), também nós não deveríamos comprometer a sua Boa Nova com alguma corrente de pensamento ou ideologia política.

Jesus não foi de direita ou de esquerda, foi todo do Pai, dócil ao Espírito e a favor da humanidade, a fim de nos ensinar a via da verdadeira libertação: a obediência à sua vontade!

 

Pe. Leonardo Agostini Fernandes

Sacerdote da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

Professor de Sagrada Escritura do Dep. de Teologia da PUC-Rio

Capelão da Igreja do Divino Espírito Santo do Estácio de Sá/RJ

Evangelho de 8 de setembro

 


Dom Mário Spaki comenta o Evangelho de Mateus 1, 18-23

Hoje celebramos o nascimento de Maria, a Mãe de Jesus. O anjo do Senhor apareceu a José, a quem Maria estava prometida em casamento, e disse: Ela dará à luz um filho e tu lhe darás o nome de Jesus.

Como viver esse Evangelho no dia de hoje?

Ela dará à luz um filho. É desse fato que se origina o título Nossa Senhora da Luz. Na Itália existem igrejas dedicadas a Nossa Senhora Menina, reconhecendo que Deus olhou sobre ela e a elegeu, desde pequenina. Para você colocar uma pitada a mais de alegria nesse dia que já é festivo, pesquise na internet as palavras Madonna (com dois n) Bambina. Você vai se surpreender com lindas imagens!

Governo entrega novos veículos para 10 municípios potiguares

 

O Governo do Rio Grande do Norte entregou, na manhã desta quarta-feira (08), 34 novas viaturas que vão atender a 10 municípios potiguares. Os equipamentos são frutos de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

São 24 caminhonetes, cinco micro-ônibus e cinco caminhões-guincho. O investimento total é de R$ 8 milhões. Os municípios beneficiados são Triunfo Potiguar, Baía Formosa, São Miguel do Gostoso, Equador, São Vicente, Sítio Novo, Jaçanã, Baraúna, Extremoz e Maxaranguape.

“Sigamos trabalhando, com seriedade e muito compromisso, para melhorar e dar cada vez mais eficiência às ações de segurança pública no nosso estado”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

UM SHOW PRA IMPACTAR: Retorno de Walkyria Santos ao Seridó, após gravação do DVD Única 2, será em Caicó dia 16 de outubro

 

Um dos mais expressivos nomes do forró romântico do Brasil estará em Caicó no dia 16 de outubro de 2021. Walkyria Santos será atração no evento TARDEZINHA ÚNICA no Clube Pingo D’água.

O cantor Bruno Martins é o outro nome confirmado do evento. As senhas estarão disponíveis para vendas, a partir de 09 de outubro na @joonkercaico @callecaico.

Walkyria Santos ganhou projeção nacional ao integrar a banda Magníficos, onde ficou entre 1995 e 2000, quando partiu para carreira solo. Entre seus sucessos, “Do mesmo jeito”, “Abre-te Césamo”, “A Loba e Prisioneira”.

Com uma grande performance em palco e uma voz suave diferenciada que encanta o público, Walkyria promete um grande show em Caicó, terra onde ela conquistou ao longo de sua trajetória uma legião de fãs que reconhecem o seu talento e exaltam o seu nome através de sua musicalidade.


Senadores repercutem discursos de Bolsonaro no Dia da Independência em Brasília e em São Paulo Fonte: Agência Senado

 



A participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, em manifestações políticas, em Brasília e em São Paulo, nesta terça-feira (7), nas comemorações do Dia da Independência, gerou opiniões divergentes entre os senadores. Os comentários variaram do apoio ao governo até o pedido de impeachment.

Em dois discursos, pela manhã na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, e à tarde na Avenida Paulista, o presidente voltou a questionar a confiabilidade das eleições em urnas eletrônicas e afirmou que não vai obedecer determinações judiciais do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A defesa do impeachment de Bolsonaro foi feita pelo líder da Minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN) e pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Vieira apresentou a justificativa para o impeachment em postagem no Twitter.

"A lei 1079 define os crimes de responsabilidade do Presidente da República. No seu art 4º, VIII, fala exatamente do não cumprimento de decisões judiciais. A pena é perda do cargo (impeachment) e dos direitos políticos por até 5 anos. Vocês avisam o [presidente da Câmara, Arthur] Lira, por favor?", publicou.

O líder da minoria foi mais incisivo: "Nem morto, nem preso... derrotado ! Só restam duas alternativas para Bolsonaro depois do dia de hoje: renúncia ou impeachment!", declarou. 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu “punição exemplar” para quem não obedece a Constituição.

"Quando um presidente se recusa a obedecer uma decisão judicial é porque não obedece mais a Constituição Federal, é porque já se transformou num ditador. E quem não cumpre a lei, deve ser exemplarmente punido."

Também pelo Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) reagiu às acusações contra o presidente.

"A mensagem foi clara e não tem absolutamente nada a ver com ataque a STF ou Congresso, muito pelo contrário. Que o pedido de Jair Bolsonaro por respeito à Constituição ecoe nos três Poderes. Que os dez do STF possam resolver internamente o único desestabilizador da democracia no momento".

Ameaças

O líder do PT, senador Paulo Rocha (PA), disse que Bolsonaro "promoveu ataques às instituições democráticas em seu discurso na Avenida Paulista, em ato que defende um golpe de estado no país.”

"Que fique claro: vai ficar só na ameaça. Mas, senhor presidente, ser cassado por ameaçar um Poder da República é real."

Ainda pelo Twitter, o líder do Podemos, senador Álvaro Dias (PR), afirmou que “Bolsonaro faz ameaça golpista a STF em ato com milhares em Brasília”. Ele disse, ainda, que Bolsonaro "em discurso na Av. Paulista avisa que não respeitará mais decisões do Supremo Tribunal Federal. E a pregação da anarquia!"

Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS) postaram o mesmo vídeo com trecho do discurso de Ulysses Guimarães em que ele fala sobre o “ódio e nojo à ditadura e que traidor da Constituição é traidor da pátria”.

Para a líder da Bancada Feminina, “o grito de hoje do presidente da República, recheado de insinuações, ameaças e ações constantes contra a ordem democrática e as liberdades públicas” tem uma resposta:

"O Congresso Nacional está vigilante para conter qualquer tentativa de retrocesso".

População insatisfeita

Em defesa das manifestações, Flávio Bolsonaro afirmou que o número de manifestantes mostra a insatisfação da população com ações, segundo ele, antidemocráticas, de um único ministro do Supremo Tribunal Federal, sem citar o nome do magistrado

"Quem insiste na narrativa cretina de “atos antidemocráticos” ou que milhões de brasileiros estão nas ruas hoje apenas por causa de Jair Bolsonaro vive em outra dimensão. Se recusam a perceber a insatisfação da população ante atos antidemocráticos de um único Ministro do STF", afirmou.

Já Marcos Rogério, líder do Democratas, divulgou nas redes trecho do sobrevoo que fez no helicóptero do presidente Bolsonaro pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a manifestação.

"Este 7 de setembro entrou pra história! Tivemos um dia de manifestações pacíficas e legítimas a favor de um governo. Retrato bem diferente de tempos passados. É democracia fortalecida!", defendeu, reforçando que as manifestações foram espontâneas e que a população foi às ruas defender as pautas que elegeram nas urnas. "O Judiciário não pode se sobrepor ao Legislativo e ao Executivo", completou. 

Os senadores Marcio Bittar (MDB-AC), Jorginho Mello (PL-SC) e Soraya Thronicke (PSL-MS) também participaram das manifestações de apoio ao presidente Bolsonaro em Brasília. Para Bittar, foi um “festa da democracia".

"As famílias foram às ruas, no Brasil inteiro, para pedir pela liberdade, saudar seu presidente, reafirmar sua vontade!”, tuitou o senador.

Soraya citou versos do hino da Independência: "Brava gente brasileira! Longe vá temor servil Ou ficar a Pátria livre Ou morrer pelo Brasil."

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) ressaltou que é necessário refletir sobre o impacto da mobilização popular.

"Participei em Brasília do gigante ato neste 7 de setembro, no qual milhares clamaram por liberdade. Agora, é preciso refletir sobre o impacto das manifestações. Amanhã cedo tratarei no Senado de ações que atendam aos legítimos anseios do povo, pelo bem da democracia."

Financiamento

A suspeita de que as manifestações foram financiadas foi levantada por alguns dos senadores. Humberto Costa (PT-PE), que disse estar oficializando o ministro Alexandre de Moraes para que investigue o financiamento dos atos. 

"Precisamos saber quem está pagando essa conta e com que dinheiro", cobrou. 

Eliziane reforçou a acusação: "numa manifestação golpista, com faixas em inglês e claramente financiada, o presidente se mostra contra a Constituição e a democracia que o elegeu".

Para a senadora Leila Barros (Cidadania-DF), a crise político-institucional se agravou neste 7 de Setembro.

"Lamentavelmente, o presidente da República tem abdicado de procurar soluções para os problemas do país e ele próprio passou a ser um gerador de problemas e turbulências. Hoje, em pronunciamentos públicos em Brasília e em São Paulo, ele voltou a se comportar de forma antidemocrática e incendiária. Enquanto o presidente utiliza o dinheiro público e a estrutura do governo federal para atacar instituições e fazer campanha política indevida, a crise sanitária persiste, a inflação dispara, o poder aquisitivo das famílias desmancha, o desemprego continua provocando sofrimento", lamentou.

União pelo Brasil

Pela manhã, antes dos discursos de Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se manifestou pedindo união em torno da defesa da democracia.

"Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa mais evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito."

As celebrações pelo Dia da Independência não tiveram o tradicional desfile militar na Esplanada dos Ministérios. Em tempos de pandemia de covid-19, a data foi comemorada com uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional no Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Participaram da cerimônia, além dos ministros e do vice-presidente, Hamilton Mourão, os senadores Fernando Collor (PROS-AL) e Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ).

Conselho da República

Durante o discurso na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Bolsonaro anunciou que pretendia se reunir com o Conselho da República, nesta quarta-feira (8), mas a agenda não foi confirmada pelo Planalto. Dirigido pelo presidente da República, esse Conselho é composto pelo vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, os líderes da maioria e da minoria na Câmara e no Senado, o ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros maiores de 35 anos de idade. Foi criado em 1990 para deliberar sobre intervenção federal, estado de defesa, estado de sítio e questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que já conversou com os líderes partidários para que os dois indicados pelo Senado ao Conselho da República sejam ele e o senador Omar Aziz (PSD-AM).

"Adianto ao Presidente que já estamos prontos para tomar seu depoimento. O Senhor quer estar na condição de testemunha ou investigado Jair Bolsonaro? Estamos ansioso!" 

O primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) criticou também a convocação do Conselho.

"Um desgoverno, incompetente por excelência, precisa estar gerando instabilidades sempre. Os homens e mulheres consequentes devem continuar trabalhando e reagindo aos autocratas. É hora de saber quem é democrata!"

Críticas também proferidas pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

"A convocação do Conselho da República é uma tentativa de dar sobrevida ao carnaval golpista do 7 de setembro: mais cortina de fumaça pra ameaçar os Poderes e manter a claque mobilizada! Bolsonaro ladra, mas não morde. Não temeremos e não haverá aval do Congresso!"

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Ato pró-Bolsonaro reúne 125 mil em SP, 6% do esperado por organizadores


 O ato a favor ao presidente Jair Bolsonaro, que desafiou explicitamente hoje o STF, reuniu 125 mil pessoas na avenida Paulista, segundo cálculo da Secretaria da Segurança de São Paulo.

O número está bem abaixo do estimado pelos próprios organizadores da manifestação que, em reunião com a Polícia Militar de São Paulo no último dia 31 de agosto, afirmaram esperar entre 2 milhões e 3 milhões de participantes no protesto — bem acima da capacidade máxima já calculada pelo Datafolha para a Paulista (950 mil pessoas na área de 135,5 mil m² da avenida).

O auge de público estimado pelo governo paulista neste 7 de Setembro no local corresponde a pouco mais de 6% do esperado pelos apoiadores do presidente. Os 125 mil presentes, no entanto, encheram ao longo do dia 11 das 15 quadras da Paulista.

A imagem do descaso. Uma Elite que não se preocupa com o Brasil

 

A imagem do 7 de setembro em Brasília.

Retrato do descaso com os miseráveis.

Com a carestia cada vez maior, e o registro de que em julho a inflação foi a mais alta dos últimos 19 anos, imagens como esta aí se multiplicam com ‘naturalidade’ nas grandes cidades.

Como a naturalidade demonstrada pelos bolsonaristas que sequer olham para o morador de rua, dormindo ali, aos pés dos manifestantes.

A foto viralizou nas redes sem o crédito do fotógrafo.

FONTE: thaisagalvao.com.br

Terremoto de magnitude 7,1 atinge o México e deixa ao menos um morto

 

Um terremoto de 7,1 na escala aberta de Richter abalou na terça-feira à noite o sudeste do México e causou pelo menos um morto, anunciaram as autoridades mexicanas.

O governador do estado de Guerrero, Héctor Astudillo, informou que uma pessoa morreu, vítima da queda de um poste de eletricidade no município de Coyuca de Benítez.

O epicentro situou-se a 11 quilômetros a sudeste de Acapulco, no estado de Guerrero, a 400 quilômetros a sul da Cidade do México, indicou o Serviço de Sismologia mexicano, que tinha anunciado inicialmente uma magnitude de 6,9.

O terramoto ocorreu às 20:47 (22:47 em Brasília) e a partir das 22:10 (00:10 em Brasília) foram registrados 73 réplicas do sismo de 7,1 de magnitude, sendo a maior delas de 5,2 de magnitude, acrescentou.

Em declarações à Milenio TV, o governador de Guerrero disse que o terremoto foi “fortemente sentido” e as pessoas estão “bastante alarmadas”.

Entretanto, a presidente da Câmara de Acapulco, Adela Román, relatou alguns “aluimentos de terra sem gravidade na zona costeira e muitas fugas de gás, mas nenhuma vítima a lamentar”.

Na zona costeira de Acapulco era possível observar a queda de estruturas metálicas e vidros partidos em alguns estabelecimentos, bem como o desmoronamento de parte da fachada de uma casa, indicou a agência de notícias espanhola EFE.

O Centro de Alertas contra Tsunamis do Ministério da Marinha mexicano indicou não esperar a formação de um tsunami na zona costeira.

O terramoto ativou o alerta sísmico na Cidade do México, onde milhares de pessoas saíram de casas e edifícios como medida de segurança e prevenção, e onde se registraram cortes de energia em vários bairros, sem que se tenham registado vítimas ou danos materiais graves.

Por seu lado, a Proteção Civil do México disse que em vários estados, Hidalgo, México, Michoacán, Morelos, Puebla, Oaxaca, Veracruz e Tlaxcala, foram ativados alertas sísmicos e protocolos de verificação e assistência à população.